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Investigação

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O Mouro Ahmede Arrazi, no século X, referiu-se a Beja nos seguintes termos: Beja jaz a sudoeste de Mérida e a sudeste de Córdova. E Beja é uma das antigas cidades que há em Espanha e foi feita em tempo de Julio César que foi o primeiro dos Césares e Almunime Alhimiari, nos séculos XI-XII, dizia ser Beja das cidades do Andaluz, a de construção mais antiga e a primeira que se fundou neste país. Júlio César, o primeiro que usou o nome de César, veio a esta cidade. Foi ele que lhe deu o nome de Beja que, no falar dos infieis, significa “paz”.

Estas menções falam-nos da antiguidade romana da cidade de Beja, mas não nos indicam nenhuns vestígios que correspondam à dita cidade “de construção antiga”.

As referências a vestígios arqueológicos achados na cidade de Beja remontam apenas ao século XVII. Desde então, as informações que testemunham a intensa ocupação da cidade e da região no período romano sucedem-se, constituindo na actualidade uma vasta bibliografia. Uma leitura rápida do legado descritivo relativo ao património arqueológico deixa antever um conjunto importante de vestígios significantes para o conhecimento do espaço urbano e do espaço rural de Pax Iulia.

De entre os múltiplos autores, salientamos Félix Caetano da Silva, Frei Manuel do Cenáculo, Leite de Vasconcelos, Fragoso de Lima, F. Nunes Ribeiro, Irisalva Moita, Figueira Mestre e Maria João Toucinho e, sobretudo, Abel Viana. O somatório das observações e relato de  materiais e sítios corporiza um amplo repertório informativo, a que acresce adicionar os resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito das escavações da villa romana de S. Cucufate (Vidigueira) e aqueles que obtivemos na escavação da villa romana do Monte da Cegonha.

As escavações em algumas das villae da região, Fonte dos Frades, Pisões, Cidade das Rosas, por não terem sido objecto de publicação (salvo algumas pequenas notícias), representam outro nível de informação, mas com carácter muito difuso.

O conjunto destes trabalhos representa um corpo documental que, como o estudo da epigrafia e as sínteses de Jorge de Alarcão, relativas aos vestígios do campo e aos da cidade, deixavam antever, constitui uma plataforma de partida para um trabalho de investigação sobre a civitas de Pax Iulia.

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