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Construção do Centro de Arqueologia e Artes de Beja, de 2,2 milhões de euros, arranca até março

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A construção do Centro de Arqueologia e Artes de Beja, num investimento de 2,2 milhões de euros e que inclui um museu vivo com vestígios arqueológicos do fórum romano da cidade, deverá arrancar até março deste ano.
Atualmente, a Câmara de Beja, a promotora do projeto, está a tratar do processo para financiar a obra através do Fundo Jessica, o qual ficará concluído com o visto do Tribunal de Contas aos contratos de financiamento e de empreitada, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, João Rocha.

A autarquia espera adjudicar a empreitada “em breve” e as obras deverão arrancar “logo depois de ser dado o visto do Tribunal de Contas” e, em princípio, “durante o primeiro trimestre” deste ano, ou seja, até final de março, disse o autarca.

O Fundo Jessica, constituído pela Comissão Europeia, pelo Banco Europeu de Investimento e pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, tem como objetivo apoiar os países da União Europeia no financiamento de projetos de reabilitação urbana.

Com o Fundo Jessica, a tradicional forma de apoio a projetos através de comparticipações a fundo perdido é substituída por fundos estruturais comunitários numa ótica de financiamento reembolsável e no âmbito de novos mecanismos de engenharia financeira, ou seja, os Fundos de Desenvolvimento Urbano.

O Centro de Arqueologia e Artes vai “nascer” num quarteirão junto à Praça da República, no centro histórico de Beja, a partir da construção de um módulo na área do antigo edifício do departamento técnico da câmara, que foi demolido após um incêndio, em 2008, e da reabilitação de outros dois edifícios.

Os edifícios envolvem um logradouro interior, onde foram achados, têm sido escavados e postos a descoberto vestígios arqueológicos, como os do antigo fórum romano de Beja, os quais vão constituir o “museu vivo” do centro.

O núcleo arqueológico inclui, entre outros achados, um templo romano do século I d.C. soterrado em Beja, o qual tem sido escavado desde que foi descoberto em 2008 e, segundo a arqueóloga Conceição Lopes, é “o maior” de Portugal e “um dos maiores” da Península Ibérica.

De acordo com a arqueóloga, o património do núcleo é “extraordinariamente importante”, porque “pode, finalmente, permitir contar a história” de Beja, desde o século VII a.C., na Idade do Ferro, até ao século XXI.

O Museu Jorge Vieira, atualmente situado num edifício na rua do Touro, em Beja, será instalado no centro e terá espaços para exposição das coleções de esculturas e desenhos de Jorge Vieira e que o falecido artista plástico doou à Câmara de Beja em 1995.

Segundo o projeto, o centro irá incluir também gabinetes de trabalho e ateliês de arqueologia e áreas onde foram descobertos vestígios medievais de cunhagem de moeda.

O centro vai incluir ainda áreas para tratamento, depósito e exposição de espólio arqueológico recolhido no local, um espaço dedicado a serviços educativos e uma sala polivalente com vista para os vestígios arqueológicos postos a descoberto no logradouro.

 In diario Online; 13 de janeiro de 2015

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